Entenda a sua audiometria
As fases abaixo mostram a otosclerose da forma mais leve à mais grave. Quem diz a que trecho o seu caso se parece é o seu exame de audiometria, e aqui você mesmo pode montar o seu.
A otosclerose não obriga ninguém a passar por todas as fases. A maioria das pessoas fica nas fases de condução, no começo do mapa, onde a cirurgia ou o aparelho costumam resolver. As fases seguintes são cada vez menos comuns, e a última é rara. E a doença costuma avançar devagar: quem trata mais cedo tende a estabilizar antes de chegar lá.
As fases descrevem grupos de estudo, não o caso individual. Só a avaliação define. Um desfecho fica fora deste trilho: a perda muito acentuada e sem gap, que o exame sozinho não classifica e que merece avaliação com prioridade.
Estou sem o exame
Orelha direita
O que o seu exame sugere
Por que os dois ouvidos, e o cuidado com o mascaramento
Cada ouvido é testado separado. Para isso, o fono põe um chiado no outro ouvido. No laudo, esse chiado aparece com o nome de mascaramento. Sem ele, um som mais forte pula de um lado para o outro dentro da cabeça, e o exame acaba medindo o ouvido errado. Por isso o chiado tem que estar na medida certa. Na otosclerose isso importa ainda mais, porque costuma haver uma boa diferença entre as duas linhas, e é essa diferença que ajuda a indicar a cirurgia. Chiado de menos mostra uma diferença que não existe. Chiado demais esconde uma diferença que existe de verdade. Quando isso acontece, o exame às vezes precisa ser refeito. Não dá para saber pelo gráfico se o seu exame foi bem mascarado, e por isso vale a leitura de quem entende.
Agora ache isso no seu exame
- Ache a linha cheia (a via aérea). Ela caiu?
- Ache a linha tracejada (a via óssea). Ela ficou mais perto do topo?
- Tem um espaço entre as duas, principalmente do lado dos graves? Então há uma parte mecânica, que costuma ter tratamento.
Sem precisar enviar o seu exame, aqui você aprende a ler, com calma e privacidade.